Eu adoro uma feira. Se for orgânica, melhor ainda. Mas às vezes falta tempo. Tempo para comprar, tempo para lavar, para cozinhar e até para comer, porque as coisas estragam dentro da geladeira. Por isso, acho muito válido ter aqueles vegetais congelados de pacotinho no freezer!

Essa pizzinha eu fiz com brócolis de pacotinho, misturado com cebola, tomate e azeitona chilena.

Nessa outra, usei espinafre.

Sim, eu também acho que falta sabor e aroma nos congelados, mas nada que não se resolva com um azeite aromatizado com alho e alecrim e  um pezinho de manjericão na janela da cozinha!

Eu finalmente achei tofu pra vender aqui na minha cidade. Comprei, toda feliz, já pensando em fazer uma pizza à noite. Procurei receitas de tofupiry na internet e a que eu achei em diversos blogs tinha os seguintes ingredientes:

- 500g Tofu
– 100g Azeite
– 10g Sal
– 50ml Suco de Limão
– 100g Polvilho Azedo
– Leite vegetal (opcional)

Não tinha polvilho azedo em casa, então, eu fiz sem e não substitui por nada. Fui colocando os outros ingredientes aos poucos e provando. Achei que o azeite marcou demais o sabor e da próxima vez acho que colocarei mais óleo do que azeite. Um leve amargo no fundo não agradou muito, mas foi bem mascarado pela abundância de cebolas que eu coloquei na pizza! Adicionei um pouquinho de açafrão pra dar o aspecto amarelado de queijo.

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Na pizza, eu fiz uma massa de milho que eu já fiz outra vez, do livro Pizzas Vegetarianas (de Maureen Keller), página 17:

250ml de água

1 pacotinho de fermento biológico seco

350g de farinha de trigo

165g de farinha de milho

1/4 colher de chá de sal

1 colher de chá de açúcar

2 colheres de sopa de óleo de milho

>> mistura a água morna, o fermento, 250g de farinha normal e 75g de farinha de milho. Depois, coloca o resto dos ingredientes e faz o processo normal de fazer pizza (trabalha bem a massa, deixa crescer e abre). A receita rendeu dois discos finos.

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Para o recheio eu coloquei uma generosa camada de molho de tomate,  um pouco de milho, uma lata de ervilha, alguns cogumelos, tomate e cebola. Por cima, tofupiry e oréganos.

Esse queijinho amarelo eu comprei lá nos isteites. É tipo cheddar, totamente vegano. Não é suuper saboroso, mas com nosso temperinho fica delícia. Pena que não vende no Brasil.

Por cima, azeitonas verdes e chilenas, manjericão e o que mais você gostar.

Para o pedaço de pizza de banana eu usei chocolate meio amargo, daqueles para culinária. Quebrei em pedacinhos e deixei derreter no forno. Depois coloquei as bananas em rodelas e uma canelinha por cima.

A outra é de doce de leite de soja em lata. Fiz um xadrez por cima com cobertura para sorvete, só para fazer graça!

Dez minutos para preparar, outros 10 para comer!

Mais  junk impossível.

Todo mundo, pelo menos uma vez na vida, deveria fazer uma pizza de pão de forma. Ela surge naqueles momentos de busca por alguma coisa gostosa e meio junkie pra comer, mas com uma certa preguiça pra fazer uma massa mais elaborada. É só colocar as fatias de pão de forma, colocar o molho por cima (bastante, pro pão incorporar o sabor) e os ingredientes preferidos. Depois, levar pro forno ou até mesmo no micro.

A pizza que fiz hoje levou um molho de tomate simples, temperado com alho, cebola, orégano e azeite. Por cima, milho, cogumelos de paris (cortados em quatro), pimentões verdes picados bem pequenos e azeitonas pretas mal cortadas.

Tinha um chuchu dando sopa na geladeira. Cortei ele em tiras bem finas e levei pra cozinhar levemente em água com alho (1/2 colher de sopa). Quando eles estavam “ao dente”, eu tirei e coloquei por cima da pizza. A função deles aqui é segurar o recheio, então, dá pra fazer com outras coisas. E se eu tivesse um queijo vegano em casa, com certeza, eu teria usado!!

Oi! É a primeira vez que posto aqui, e vou dar uma das primeiras receitas que aprendi a fazer depois que me tornei vegan. É super fácil, barata e muuuito gostosa.

Creme de cenoura e batatas:

3 cenouras e 2 batatas grandes, ou mais, depende de quantas pizzas você quer fazer. Lave bem e descasque as batatas – as cenouras eu acho que nem precisa. Cozinhe na panela de pressão até ficar bem macio, bata no liquidificador sem acrescentar água e tempere a gosto – aqui eu uso só sal, mesmo. Esse creme fica uma delícia, e dá pra usar no pão, ou como um ‘purê mais mole’, aproveite se sobrar.

A montagem da pizza fica assim: o creme, pts granulada refogada com cebola, alho e temperos que você quiser (eu uso shoyu e um pouquinho de massa de tomate também). Põe no forno por uns 20 minutos, aí é só colocar batata palha em cima e já era, tá pronto. Pode acrescentar cogumelos, palmito, gengibre, tomate picadinho… o que você tiver na geladeira e achar que combina!

Eu tinha na geladeira dois únicos e pequenos inhames. Daí lembrei do livro sobre inhames da Sonia Hirsch e achei que era pecado deixá-los estragar. Aproveitei e fiz uma receita dela!

Descasquei, lavei e ralei os inhames. Temperei com sal e fui juntando farinha de arroz até a massa desgrudar da mão. Coloquei um tiquinho de azeite também. Achatei a massa na frigideira untada com azeite e deixei dourar bem dos dois lados.

Por cima, um mexidinho de tofu com alho-poró, tomate e curry.

Taí uma pizzinha rápida, sem glúten, sem crueldade e deliciosa!

Hoje não vim lhes trazer uma nova idéia ou receita de pizza e sim um acompanhamento ou entrada para as pizzas. A bruschetta é uma preparação típica da Itália, e, sempre é servida de entrada (mas nada te impede de servir juntamente com uma pizza!).
Originalmente a bruschetta é feita com pão italiano, mas, como eu tinha somente pão frances em casa, usei ele mesmo. Algumas pessoas gostam de colocar queijo também.

Para fazê-la é muito fácil, basta fazer torradas com o pão frances ou italiano. Utilize um fio de azeite em cada fatia de pão, se quiser salpique sal e manjericão. Leve ao forno até que doure.
Pique tomate em quadradinhos, e coloque uma porção em cada fatia de pão, se quiser, algum queijo vegano e leve ao forno por mais uns 5-10 minutos.
Voilá, ai está a sua bruschetta! :D

Coloquei uma camada do molho de tomate que fiz pra pizza de cogumelos. Depois, coloquei milho, palmito, azeitona, tomates picados, maçã picada (sem casca), pimentão picado, cebola, azeite e orégano. Ficou uma pizza com cara de salada rs.

Fiz um molho de tomate com tomate picadinho, extrato de tomate, azeitonas picadas, cheiro verde, azeite, sal e um pouco de açúcar.

Depois, eu refoguei umas 2 xícaras de cogumelos de paris (picados) em óleo, alecrim, noz moscada e shoyo.  Resfriei e coloquei uma tudo sobre o disco de pizza, que já tinha uma camada de molho.

Só isso já era uma pizza. Mas eu quis incrementar um pouco mais, colocando pimentões e tomates bem picadinhos e azeitonas pretas.

Eu gostei bastante. Da próxima vez eu colocarei só noz moscada, porque o alecrim puxou muito o sabor.

Tanto a ideia pro molho de tomate quanto pro tempero dos cogumelos eu retirei do livro Cozinha Vegetariana, da Caroline Bergerot.

Cobri a massa com uma camada de molho de tomate. Por cima, coloquei um creme de tofú simples. (Tofú batido com azeite, sal e noz-moscada). Coloquei a Glutadela ralada, orégano, cebola e azeitonas. Quem gosta de cebola, pode caprichar na quantidade.

A Glutadela e a massa integral eu comprei na Rua Santa Rosa, em São Paulo. Pra quem mora por essas bandas, vale a pena ir até lá. Tem coisa à beça, tudo baratinho!

Essa foto eu tirei antes de levar ao forno.

A Chel (perfil do orkut) permitiu que eu colocasse aqui as fotos e descrição de uma pizza que ela fez. As fotos e a descrição a seguir foram copiadas do álbum dela.

Massa integral

Molho caseiro, LOTADO de alho e cebola, com brócolis, temperinhos gostosos, azeite extra-virgem e azeitonas kalamata

Generosa camada de molho sobre o disco de pizza integral

Fatiar o queijo vegano  ( “teese” ) nos sabores mussarela e cheddar e distribuir sobre a pizza, com azeite e orégano [substitua por algum queijo vegano caseiro, se não encontrar]

Tirá-la do forno (uns 15 minutos)

Ficar com água na boca

Lamber os beiços, abrir um vinho e comer!

Para fazer a massa de milho, substitui a farinha de trigo branca da massa comum por 2/3 de farinha de trigo e 1/3 de farinha de milho (fubá também deve dar certo).

Coloquei molho de tomate, palmito, milho, tomate, pimentão, cebola e, por cima, requeijão de maisena (receita aqui), azeite e azeitonas. Ela causa um impacto bom, porque o aspecto não distancia tanto das pizzas com queijo de origem animal.

Para fazer o requeijão de maisena, me baseei na receita do blog Veg Chica, com algumas poucas modificações.

6 colheres de amido de milho
1/2 litro de leite de soja
100gr de creme vegetal [usei 1/2 xícara de óleo e 1/2 xícara de azeite. Foi difícil incorporar, mas o azeite tirou um pouco o excesso de gosto de soja]
1 colher e meia (chá) de sal
8 colheres (sopa) de creme de leite de soja [isso dá 1 caixinha]
* coloquei levedo de cerveja, que alguns acham próximo do sabor de queijo, para deixar temperado e diminuir ainda mais o sabor da soja. Foi mais ou menos 5 colheres de sopa. Mas vá colocando aos poucos, porque em excesso não fica muito bom. E lembre que quando assa o gosto some um pouco.

Dissolva o amido de milho no leite de soja. Junte o óleo, o azeite, o levedo de cerveja e o sal. Leve ao fogo médio, mexendo sempre, até engrossar. Acrescente o creme de leite, misture bem e retire do fogo.

Dá uma cobertura interessante para a pizza, que fica levemente dourada após assar e lembra o visual que o queijo de origem animal proporciona. Não tentei colocar polvilho, como foi dito no Veg Chica, mas deve ficar gostoso e testarei na próxima.

ATUALIZAÇÃO: fiz esse requeijão sem usar o creme de soja (é difícil achá-lo por aqui) e deu certo, também. Coloquei a metade do óleo/azeite que na receita inicial. Ainda estou testando o requeijão, mas temperá-lo com azeitonas pretas, orégano e levedura ficou muito bom. Coloquei duas colheres de polvilho azedo, mas foi pouco, porque não realçou nada.

Na pizza de tomate seco, eu coloquei uma camada de molho e, por cima, coloquei tomate seco, palmito, milho, azeitonas pretas (azapa) e manjericão. Ficou muito boa! Manjericão, alho (da massa de macarrão), tomate seco e azeitona azapa formaram uma ótima combinação. E o palmito deu uma equilibrada nos sabores fortes.

A parte de quiabo pode despertar cara feia em alguns, mas eu adoro quiabo. Coloquei uma boa camada de molho de tomate. À parte, misturei vagem e quiabo em pedaços (e crus) com batata palha e bastante cebola. Coloquei por cima da base da pizza e reguei com bastante azeite. O tempero batata, cebola e azeite ficou interessante. O quiabo ficou um pouco crocante e com um amargo bem distante.

Foi ao forno por 20 minutos.

Talvez vocês já tenham comido lasanha feita com miojo. Pensando na lasanha, achei que daria certo fazer uma pizza com o macarrão. Resolvi fazer uma!

Cozinhei o macarrão. Escorri a água. Depois, dissolvi um pouco de maisena (3 colheres de sopa) em água (1 copo e meio, mais ou menos). Coloquei um pouco de alho e sal na maisena dissolvida e levei ao fogo, junto com o macarrão já cozido.

Depois de pronto, coloquei em uma forma de pizza, distribuindo o macarrão por toda a forma, mas deixando cada macarrão bem grudado um no outro. Cá entre nós, aquela macarronada que sobra do almoço deve servir muito bem para uma massa de pizza.

Coloquei o recheio e levei ao forno por 20 minutos.

Cobri a massa com molho de tomate e coloquei as abobrinhas cruas fatiadas. (Para que ficassem bem fininhas, eu usei o fatiador).

Para a cobertura, bati as  nozes com suco de limão, alho e temperos.  Pode colocar um pouquinho de água para ficar mais cremoso. Como as nozes já são puro óleo, não é legal colocar azeite.

As azeitonas chilenas em pedaços deram um sabor especial!

Eu vi uma vez uma pizza feita com base de arroz. Achei interessante, mas ficou mole. Em outra oportunidade, resolvi fazer a receita dessa base como se fosse molho. E achei mais legal. Fica então a dica do que pode ser usado na base da pizza ou na cobertura.

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2 xícaras de arroz cozido
1 xícara de água (Acrescente mais água, se quiser menos consistente)
temperos a gosto
Bata tudo no liquidificador, para que os grãos de arroz se desmanchem

Para fazer um molho rápido para pizzas, basta bater tomates maduros com sal, orégano e um pouquinho de açúcar (para quebrar a acidez). Se quiser dar uma leve incrementada, mas ainda deixar o molho rápido, bata também alho, cebola e pimenta.

Eu pedia muito uma pizza chamada pela pizzaria de relva (terreno coberto de erva). Ela levava cebola, palmito, brócolis (pré-cozidos), ervilha, molho de tomate e queijo. Eu retirei o queijo e inclui champignon e milho. Coloquei todos os ingredientes bem juntinhos uns dos outros. E aí está a foto dela montada, antes de assar.

Ela foi consumida rapidinho. Além disso, os ingredientes são bem nutritivos, gostosos e leves.

Tem gente que tem dificuldade para experimentar sabores não usuais. Se você acha que manga com gengibre não combina, experimenta. Faça um suco de uma manga com bem pouquinho de gengibre. Ou coloque um pouquinho de gengibre (pode ser em pó) sobre a manga. Mas gengibre é forte, não coloca muito ou deve ficar ruim, mesmo.

Na pizza, colocamos champignon, milho, shoyu, manga e gengibre. A manga assada já fica gostosa. O gengibre e o shoyu deram toques especiais. Não ficou exatamente uma pizza salgada, ficou exótica rs.

Pizzas de chocolate são deliciosas. E para quem acha que só existe chocolate com leite, vale a pena fazer uma nova busca pelos supermercados e docerias da região. Procurando os meio amargos, amargos e aqueles especiais com maior dosagem de cacau, é possível achar opções veganas.

Derreter o chocolate e misturar um pouco de creme de soja (ou ingrediente similar) dá um ganache vegano que pode cobrir uma pizza de dar água na boca!  Se a camada de chocolate não ficar muito grossa, ficará menos enjoativo. E decorar o prato com confeitos dá um tom especial.

Imagine uma de chocolate com castanhas por cima… nham nham

Sempre gostei muito das pizzas margueritas. Simples e deliciosas.

Para fazer uma versão alternativa dessa pizza, fizemos um molho de arroz branco. Duas xícaras de arroz cozido batidas no liquidificador com uma xícara de água. Bata bastante, para que o arroz fique uma papa como um pure de batatas. Como queríamos um molho temperado, foi batido um vinagre de manjericão roxo junto com o arroz. Também poderia bater umas folhas de manjericão fresco, sem problemas. Prove sal e tempere como desejar. Se achar o molho muito consistente, acrescente um pouco mais de água.

Jogamos o molho de arroz, temperado, por cima da massa da pizza. Por cima, colocamos tomates em rodela e folhas de manjericão.

O cantinho verde aí é rúcula. Quis ver como ficaria sem queijo e achei interessante. Mas deixo uma pizza de rúcula para outro post.

Nos cardápios das pizzarias, as chamadas vegetarianas são aqueles que recebem vários itens, como milho, ervilha, champignon, palmito, tomate, azeitona, etc. Tudo colocada sobre uma camada de molho de tomate e levando queijo. Nas pizzas veganas, queijo, só se for vegano, feito com leites vegetais, mandioquinhas… Aqui, foi colocada uma camada de escarola previamente refogada com cebola. Na foto, a escarola está na primeira metade, para que o resto da cobertura possa ser visto.

Proteína texturizada de soja fica deliciosa quando bem temperada. E ela ficou muito bem na pizza! No caso dessa pizza, ela foi temperada com alho, cebola, sal, orégano, pimenta do reino e molho de pimenta malagueta. Foi colocada por cima da massa, sem molho. Depois, palmito, champignon e azeitona.

A outra metade foi feita com cenoura e abobrinha raladas no ralo grosso. Elas foram temperadas antes (fervida rápida) com alho, sal, cebola e pimenta de cheiro. Foram colocadas sobre a pizza, sem molho. Por cima, o tradicional orégano e as azeitonas.

O endereço do blog foi criado. Agora faltam as pizzas. Se alguém quiser colaborar, participando do blog como autor e colocando fotos de pizzas veganas, é só falar! Ficarei muito agradecida.

Vamos ver se a ideia do blog vai pra frente.

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